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WORDS OF ROCK. Este blog tem como objetivo informar, analizar, ensinar e claro incentivar o rock, um gênero que sempre esteve prensente na minha vida, e agora quero dividir com vocês os meus conhecimentos, aqui teremos rezenhas de albuns, matérias, cifras e tablaturas, informações de shows e etc. E claro, muita música! Siga-me no Twitter: @jllucchese Adicionem na Last FM: jllucchese
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Slash recentemente explicou sua escolha por usar cartola ao The Associated Press. O guitarrista escolheu usá-la nos palcos pois, "Você pode apertar bem, deixar o seu cabelo cobrindo o seu rosto e de certa forma se esconder por tras disso. Eu sempre fiquei um pouco nervoso na frente de multidões e isso me fez sentir mais confortável".
A respeito do chapéu escolhido, a cartola surgiu de uma expedição de 'compras' em Los Angeles': "Eu fui em uma loja em Melrose em Los Angeles e vi a cartola, e imaginei, 'isso é legal'. E nós tínhamos um show naquela noite, então eu estava realmente procurando por alguma coisa para usar nesta noite."
O guitarrista admite ter roubado a cartola. Essa história foi contada em detalhes ao ser entrevistado por Amanda Christine Miller para o The Huffington Post em 2007.
"Eu sempre tive uma queda por chapéu; realmente completa o visual. Por volta de 1985, no início da carreira do Guns n' Roses, antes de termos contrato com alguma gravadora, eu estava em Melrose procurando por algo legal para usar no show daquela noite no 'The Whiskey'. Eu não tinha dinheiro algum, significava então que tinha que ser algo que eu pudesse roubar. Então eu fui até uma loja chamada 'Retail Slut' e vi essa cartola, e ela praticamente me chamou. E você sabe, quando se decide que realmente gostou de algo, não há volta: você precisa daquilo. Eu a coloquei e ela ficou legal, mas então eu pensei, 'como se rouba uma cartola?', não é algo que você pode colocar no bolso. Então eu peguei-a e sai da loja, andei metade da quadra e ninguém me seguiu, daí vi que havia conseguido escapar com ela."
"Antes de ter ido àquela loja eu havia pego um cinto (também roubado) de uma loja chamada 'Leather Treasures'. Eu voltei para o apartamento onde eu vivia com o Axl na época e a cartola era bem legal, mas parecia muito simples. Então eu tive aquele famoso momento da lâmpada brilhando: peguei o cinto, cortei no meio, e coloquei-o em volta da cartola. E aquilo se tornou minha assinatura. Ela tem várias finalidades: uma aparência legal, me ajuda a escapar da exposição pública pois eu posso me esconder por trás dela, e é a solução perfeita para os dias de 'cabelo ruim'. Tenho usado desde então."
"Eu havia provado alguns chapéus diferentes - sempre achei os chapéus tipo coco e borsalino legais, mas nada que ficasse caracterizado como algo meu".
Fonte: http://whiplash.net
O guitarrista Slash concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, e falou, dentre outras coisas, sobre seu novo album, seu estilo eclético (já trabalhou até mesmo com Michael Jackson) e sobre a possibilidade de voltar a tocar no GUNS N' ROSES.
Veja um trecho:
Neste seu primeiro álbum, você chamou um monte de gente para participar, como Ozzy, Chris Cornell, Fergie, Iggy Pop. Como esses nomes surgiram? Você pensou neles antes de compor as músicas?
Slash "Não, eu escrevi as músicas antes e, então, pensava em quem poderia ficar bem cantando. Assim surgiram os convites. A escolha dos cantores foi feita a partir das canções".
E teve alguém que você chamou e não quis participar?
Slash: "Apenas uma pessoa não pode, por causa de burocracias de gravadoras. E um cantor que eu chamei não soou bem com a música, então convidei outra pessoa".
Você consegue se ver tocando novamente no Guns N' Roses?
Slash: "Duvido, realmente duvido muito que isso aconteça. Faz muito tempo... É uma ideia interessante, divertida, mas se fosse algo fácil de se fazer, eu já teria feito faz tempo, não? Nem teria saído da banda".
Confira a matéria completa no link abaixo.
O blog francês SPARK publicou no dia 16 de fevereiro a primeira resenha do disco solo (e auto intitulado) do guitarrista SLASH, ainda que não citando a origem do vazamento. A resenha, feita de forma bem amadora, descreve de forma bem pessoal a opinião do blogueiro sobre o disco.
No fim não é muito longe - em princípio - de um disco 'conceitual' como o 'Probot' de Dave Grohl, mas ele é sobre rock n' roll, no sentido amplo do termo. Dessa vez Slash nos faz descobrir sua visão de como é o 'rock': blues, hard rock, metal, pop, progressivo, anos 70, punk e às vezes até Nu-metal! Portanto é um álbum heterogêneo, mas as faixas são bem produzidas e muito poderosas. Talvez um pouco exagerado no nível de ruído, mas o som de 'Appetite For Destruction' está bem distante, e quase irrecuperável (como disse Slash em sua biografia 'SLASH', publicada em 2007). No fim das contas, estou bem feliz. É rock, inquestionavelmente. Há um certo desperdício, é desigual, mas as faixas boas compensam pelas ruins!
Minha resenha faixa a faixa:
1. Ghost (Ian Astbury, com Izzy Stradlin) (3:34)
Essa é um rock n' roll estilo FM dos EUA dos anos 80, a la Billy Idol, com The Cult e alguns elementos de Velvet Revolver. Tem levada mid-tempo e é perfeita para abrir o disco. Lembra um filme televisivo policial americano vagabundo sobre a polícia de Nova Iorque, tocando de fundo num strip club às 3 da manhã...
2. Crucify the Dead (Ozzy Osbourne) (4:04)
Introdução com melodia de arpeggios rápidos ao fundo de um solo 'velha guarda'. Com uma atmosfera épica e gélida, essa faixa mid-tempo é sobre-produzida e arranjada. É uma 'power ballad' atemporal (e seus arranjos modernos, mas com atmosfera dos anos 70, acústica básica e o espectro do Black Sabbath assombrando toda a faixa, obviamente...)
3. Beautiful Dangerous (Fergie) (4:35)
Começa com batidas Hip Hop/Hindus, Fergie parece bem sensual, ultra sexy. Daí piora... o refrão é bem 'esquemão' e lembra uma imitação de Christina Aguilera fazendo rock ou uma Pink ruim. Pequena decepção. Eu preferi a introdução 'sexy' e os gemidos, quase inaudíveis, no solo, certamente referindo-se àqueles de 'Rocket Queen'... ainda que a atmosfera toda seja original e interessante, a canção é bem formatada, sem qualquer dúvida, pro fã adolescente de Black Eyed Peas e rock n' roll pra rádios.
4.Promised (Chris Cornell) (4:41)
Outra power ballad. Mas dessa vez eu gostei. Os arpeggios saturados com o tema estabelecem de pronto uma pessoa num ambiente melancólico e um pouco nostálgico. É bem orientada pro lado pop-rock n' roll feito pras rádios, mas das boas! Parece um pouco como os 2 primeiros discos solo de Chris Cornell (bem corretos) ou os três primeiros do Audioslave. No mais, a performance de Cornell tem bem mais destaque nessa faixa do que a de Slash (exceto pelo solo, claro). Perfeita pro mercado norte-americano, mais adulta do que a faixa anterior, refrão pegajoso, mas sem chance pro mercado francês.
5. By the Sword (Andrew Stockdale) (4:50)
Eu odeio o Wolfmother, mas aqui eu devo admitir que a combinação Andrew Stockdale/Slash oferece o que há de melhor no disco para nós! De cara ela pula pros anos setenta, diretamente na linha de Led Zeppelin/Deep Purple. A canção é muito bem construída, exala os anos 70 com pompa, o refrão é assassino, os acordes de Slash definem o rock n' roll! A voz de Stockdale - que é bem estereotipada - cai muito bem na canção e serve de trampolim pra Slash. O solo tipo 'whah-wah líquido' da bridge é soberbo. Canção muito boa.
6. Gotten (Adam Levine) (5:05)
Nova balada de guitarra acústica cuja luz termina em fogos de artificio de violinos e 'guimauve'. Eu não sou fã de Adam Levine, eu tenho a impressão de estar ouvindo Maroon 5, e isso não é bom. Uma pena, não é a balada do século, mas não é de todo ruim, uma voz mais rouca ou quebrada teria dado conta melhor. Mas também é necessário manter as relações de boa vizinhança entre West Hollywood e Beverly Hills...
7. Doctor Alibi (Lemmy) (3:07)
Rock N' Roll! Com Lemmy em qualquer evento, não há como ser de outro jeito! Do caralho! O refrão quase me fez pensar em 'Doctor Doctor' do UFO. Bom rock n' roll à velha moda.
8. Watch This Dave (Dave Grohl, Duff Mckagan) (3:46)
Música instrumental que vai na veia! Entre o metal e o rock progressivo, eu não esperava algo assim de maneira alguma. Essa manda pra valer durante quase 4 minutos. Os riffs – pesados, quebrados e destruidores - são realmente eficazes (parecem um pouco com 'Slither'). Mesma coisa pros solos, e a passagem quebrada 'clara' do meio me lembra o Guns N' Roses dos velhos dias. Um dos momentos fortes do disco.
9. I Hold One (Kid Rock) (4:10)
Rock pra rádio FM americana, na linha de Nickelback, Aerosmith. Não faz muito meu tipo, nada muito original, mas isso é o pior que pode se dizer dela. Feita tipicamente pros EUA.
10. Nothing to Say (Mr. Shadows) (5:27)
Faixa no estilo speed-nu-metal, na linha do grupo de Mr. Shadows (Avenged Sevenfold)... no qual eu já não vejo muito interesse... ela começa bem tipo hard rock dos anos 80, com um riff tipo Iron Maiden, mas o som é estranhamente não muito poderoso. O restante passa algo na tradição nu-metal do Avenged Sevenfold, algumas vezes eu até tenho a impressão de estar ouvindo um Dream Theater ruim. Vazia demais e falsamente rápida – o final – Metalliquesco' – meio que salva um pouco a faixa.
11. Starlight (Myles Kennedy) (5:35)
Faixa heavy, pop, blues e divertida. O refrão é eficiente. Ela difere muito do restante do disco e é bem colorida, quente e entretida.
12. Saint Has Sinner Too (Rocco De Luca) (3:27)
Faixa tipo interlúdio/OVNI: guitarra acústica + uma voz ultra suave e arranjos programados por software... tudo no formato de uma balada 'flamenca'. É macia, muito melancólica e despojada. O solo de guitarra lembra um solo de música clássica, a atmosfera se situa entre 'Private Investigation' de Mark Knopfler, 'Misty Mountain Hop' do Led Zeppelin, e ao fim de 'Double Talkin' Jive' do GN'R.
13. We're All Gonna Die (Iggy Pop) (4:30)
Um puta dum bom riff, ideal para Iggy. Nos remete à marca do Rock, bruto e eficaz. Iggy se faz insolente como com The Stooges e dá uma de 'crooner' nas partes cantadas... refrão super direto e eficaz! Ideal para concluir o álbum.
Faixas Bônus:
14. Baby Can't Drive (Alice Cooper, Nicole Scherzinger)
15. Paradise City (Fergie, Cypress Hill)
Fonte: http://whiplash.net
Aqui um video do Slash com o Black Eyed Peas - Sweet Child O' Mine
